Trecho do livro: “Maravilhosa Graça de Philip Yancey”- quero compartilhar com você.

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A ausência da graça opera calma e letalmente, como um gás venenoso e imperceptível. Um pai morre sem perdão. A mãe que carregou um filho dentro do próprio corpo e não fala com ele durante a metade da vida. A toxina insinua-se, de geração em geração.

Margaret é uma cristã piedosa que estuda a Bíblia todos os dias. Uma vez eu lhe falei a respeito da parábola do filho perdido. “O que você acha dessa história? perguntei. “Você percebe a mensagem de perdão contida ali?”

Obviamente, ela pensara no assunto, pois sem hesitação respondeu que a parábola aparece em Lucas 15 como a terceira em uma série de três: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho perdido. Disse que a parábola demonstrava como seres humanos diferem de objetos inanimados (moedas) e de animais (ovelhas). “As pessoas tem livre-arbítrio”, comentou. “Precisam ser moralmente responsáveis. Esse rapaz precisou voltar humilde. Ele teve de arrepender-se. Foi que Jesus quis demonstrar.”

NÃO, Margaret, não foi isso que Jesus quis demonstrar. Todas essas histórias enfatizam a alegria de quem achou. É verdade que o perdido voltou para a casa de livre e espontânea vontade, mas o ponto central da história é o amor surpreendente do pai: “Estando ainda longe, seu pai o viu, e cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou”. Quando o filho tenta explicar-se, o pai interronpe seu discurso preparado a fim de ordenar a celebração.

Um missionário no Líbano leu uma vez essa parábola a um grupo de habitantes de uma vila que vivia em uma cultura muito parecida com o que Jesus descreveu e que nunca ouvira falar a respeito da história. “O que vocês perceberam? “, ele perguntou.

Dois detalhes da história chamaram a atenção dos habitantes da vila. Primeira: reclamando sua herança antes da hora, o filho estava dizendo ao pai “Eu gostaria que você estivesse morto!” Os aldeões não podiam imaginar um patriarca aceitando tal insulto ou concordando com a exigência do filho. Segundo: notaram que o pai correu para receber o filho por tanto tempo perdido. No Oriente Médio, um homem de posição caminha lentamente e com dignidade; ele nunca corre. Na história de Jesus o pai correu, e o público de Jesus, sem dúvida, ficou sem fôlego com esse detalhe.

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O Pai te ama, e Ele corre pra te receber quando você o procura.

Recomendo a leitura do livro: “Maravilhosa Graça”- Philip Yancey – Editora Vida

grande abraço

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